Cleo Groeninga de Almeida
LinkedInEmpreendedor, investidor e conselheiro no setor de loteamentos urbanos. Coordenador de Loteando uma Gleba e autor de cinco dos seus vinte e três capítulos.
- Atuação
- Desenvolvimento, investimento e aconselhamento estratégico em loteamentos urbanos
- Sócio
- CGA Investimentos e Participações · Pindó Capital · Lote
- Formação
- Administração de Empresas (Escola de Administração Mauá) · MBA em Estratégia e Gestão do Varejo (USP) · Mestrado em Negócios Imobiliários (FAAP) · Pós-graduação em Direito Imobiliário (EPD) · Programa de Desenvolvimento Urbano e Loteamentos (Secovi-SP)
- Na obra
- Coordenador, com Kelly Durazzo · Autor dos capítulos 1, 2, 5, 9 e 18
Empreendedor com mais de 30 anos de trajetória na fundação, desenvolvimento e estruturação de negócios, com atuação nos setores de telecomunicações, varejo, tecnologia, investimentos internacionais e, de forma central nos últimos anos, no mercado imobiliário brasileiro.
Ao longo da carreira fundou e participou da construção de diversos projetos empresariais, atuando na interseção entre estratégia, capital e execução. Nos últimos dez anos concentrou sua atuação no setor de loteamentos urbanos, participando do desenvolvimento, investimento e aconselhamento estratégico em projetos imobiliários em diferentes fases.
Nesse segmento atua de forma integrada como desenvolvedor, investidor e conselheiro, colaborando na estruturação de projetos que envolvem análise territorial, modelagem financeira, estruturação de capital e estratégia de desenvolvimento. Também participou da concepção de plataformas e soluções tecnológicas voltadas ao setor, ampliando eficiência e novas possibilidades na forma como loteamentos são estruturados, comercializados e financiados.
É sócio da CGA Investimentos e Participações, da Pindó Capital e da Lote, onde participa da concepção e desenvolvimento de iniciativas imobiliárias com visão de longo prazo, frequentemente ao lado de investidores, empreendedores e desenvolvedores na identificação e estruturação de oportunidades.
Administrador de Empresas pela Escola de Administração Mauá, possui MBA em Estratégia e Gestão do Varejo pela Universidade de São Paulo (USP), Mestrado em Negócios Imobiliários pela FAAP e Pós-graduação em Direito Imobiliário pela Escola Paulista de Direito (EPD), além de formação complementar pelo Programa de Desenvolvimento Urbano e Loteamentos do Secovi-SP e programas executivos em universidades internacionais.
Reconhecido por combinar leitura estratégica de mercado, domínio técnico e visão multidisciplinar, atua na articulação entre investidores, empreendedores e projetos imobiliários, contribuindo para a estruturação e desenvolvimento de iniciativas de longo prazo no setor.
Contribuição em Loteando uma Gleba
Capítulo 1 — O presente, passado e futuro no setor de loteamento
Escrito com Alexandre Sardinha, o capítulo de abertura parte de uma afirmação simples e pouco explorada: o loteamento é o ponto de partida físico e simbólico de tudo o que conhecemos como cidades brasileiras. Antes de existirem centros urbanos estruturados, bairros planejados ou regiões metropolitanas, havia terra bruta — e sua divisão em lotes marcou o início da ocupação organizada do território.
O texto percorre a formação das primeiras vilas coloniais, o parcelamento informal do ciclo do café, a chegada do urbanismo europeu pela Companhia City e a consolidação trazida pela Lei Federal nº 6.766/1979. E chega ao presente descrevendo um mercado dividido entre grandes operadores com estrutura corporativa e milhares de pequenos e médios loteadores locais que respondem pela maioria dos projetos em curso no país.
Duas teses do capítulo merecem destaque. A primeira é a do loteador que, em muitos municípios, cumpre na prática o papel do Estado: via contrapartidas de licenciamento, é ele quem negocia extensão de rede elétrica, sistemas de tratamento de esgoto, estações de água e, em alguns casos, escolas, creches e unidades básicas de saúde. A segunda é a estimativa, apresentada pelos autores, de que o volume de recebíveis ativos gerados pelo setor — vendas a prazo praticadas por loteadores em todo o país, em grande parte autofinanciadas — ultrapassa centenas de bilhões de reais, um mercado de crédito que não está em balanço bancário e radar do sistema financeiro tradicional.
O mercado de loteamentos no Brasil →
Capítulo 9 — Viabilidade técnica, viabilidade mercadológica e Estudo de Qualidade de Investimento (EQI)
É o capítulo mais denso da obra do ponto de vista empresarial, e aquele em que os autores propõem um termo próprio. A tese central é que a palavra “viabilidade”, tão enraizada no mercado, sugere uma resposta binária — o projeto pode ou não pode ser executado — que não traduz o que os estudos econômico-financeiros de fato oferecem ao loteador.
No lugar dela, Cleo e Alexandre Sardinha propõem o Estudo de Qualidade de Investimento (EQI): uma análise integrada dos aspectos econômicos, mercadológicos, urbanísticos, de engenharia e financeiros de um empreendimento, que avalia a eficiência dos recursos alocados, a qualidade dos retornos gerados e a aderência aos objetivos estratégicos de cada loteador. Um mesmo projeto pode ser adequado a um empreendedor disposto a assumir mais risco e inadequado a outro, mais conservador — e isso não é uma questão de viabilidade, é uma questão de qualidade.
O capítulo desdobra o método em etapas: definição de premissas estratégicas, captação e diagnóstico da área, estudos fundiários, físicos, ambientais, legislativos e mercadológicos, masterplan preliminar, dimensionamento de infraestrutura, estimativa de custos por centro de custo, definição de preço e tabela de vendas, velocidade de venda e distribuição de recebíveis, e finalmente a modelagem econômico-financeira com TIR, VPL, payback, ROI, CAPEX e margens.
Há ainda um ângulo raro no mercado: a viabilidade do proprietário da terra. Os autores sustentam que um dos maiores erros do loteador é analisar a gleba em profundidade e o terrenista superficialmente — quando a estrutura familiar, a dinâmica de decisão, a necessidade de liquidez e a intenção de permanecer ou não na carteira têm impacto direto no sucesso do empreendimento.
Estudo de Qualidade de Investimento (EQI) →
Capítulo 18 — As novas tecnologias no mercado de loteamentos
Escrito com Leonardo Gasparin, o capítulo parte de um dado desconfortável: o real estate figura entre os setores menos digitalizados da economia global. Mas os autores fazem uma distinção importante para o loteamento — a ausência de tecnologia no setor não é resistência, é lacuna. As ferramentas certas simplesmente ainda não chegaram, e isso abre uma janela de oportunidade.
O texto percorre o ciclo inteiro: inteligência geoespacial e plataformas de dados territoriais para comparar áreas antes da compra; gêmeos digitais que simulam arranjos urbanísticos, drenagem e custo de redes; inteligência artificial aplicada ao traçado de lotes, ruas e quadras; modelos 3D no licenciamento; drones e sensores no controle de obra; realidade aumentada no comercial; e plataformas de governança comunitária no pós-venda.
O eixo final é a carteira de recebíveis — descrita como o centro de gravidade financeira de qualquer loteamento. Os autores mostram a transição do boleto de papel e da conciliação manual para sistemas que leem comportamento de pagamento em tempo real, transformando a carteira de uma planilha administrativa em um ativo financeiro medido, projetado e auditável.
O capítulo encerra com o que chamam de escada da inovação: implantar tecnologia em loteamento não é dar um salto disruptivo, é subir degraus que se pagam — começando pelo que gera retorno rápido, como análise territorial, um ERP integrado, um painel digital de obras ou a automação do pós-venda e dos recebíveis.
Tecnologia e carteira de recebíveis →
Capítulo 2 — Branding e placemaking no mercado de loteamentos
Com Charbel Capaz
Com Charbel Capaz, o capítulo trata a marca como decisão empresarial, não como despesa de lançamento. A distinção que organiza o texto é entre o branding do loteamento — nome, identidade visual e promessa de valor de um projeto específico — e o branding da loteadora, a marca da empresa desenvolvedora, que quando bem construída representa credibilidade, know-how e visão de longo prazo.
Os autores mostram o custo concreto de ignorar essa diferença. Como a maioria das loteadoras cria uma marca nova a cada projeto, sem padrão de produto nem marca guarda-chuva, cada lançamento recomeça a curva de aprendizado: novo nome, nova identidade, nova campanha. Isso encarece o processo, dilui a força da empresa e impede a formação de capital simbólico acumulado.
Branding e placemaking em loteamentos →
Capítulo 5 — História das mudanças na lei e impacto nas cidades
Com Kelly Durazzo
Com Kelly Durazzo, o capítulo acompanha a evolução legislativa do parcelamento do solo e seus efeitos concretos sobre a forma das cidades brasileiras, incluindo o surgimento e a consolidação dos loteamentos fechados.
Parcelamento do solo e a Lei 6.766/79 →
Temas de especialidade
- O mercado de loteamentos no Brasil
- Estudo de Qualidade de Investimento (EQI)
- Tecnologia e carteira de recebíveis
- Branding e placemaking em loteamentos
- Parcelamento do solo e a Lei 6.766/79
Perfis oficiais
Loteando uma Gleba
Os 23 capítulos percorrem todo o ciclo do parcelamento do solo urbano — da prospecção da gleba à comercialização dos lotes e suas estruturas de financiamento.
Coautoria
Divide capítulos com:
- Alexandre SardinhaViabilidade, EQI e estruturação de negócios imobiliáriosCapítulos 9, 1
- Leonardo GasparinTecnologia, proptech e gestão de recebíveisCapítulo 18
- Charbel CapazBranding, placemaking e urbanismo de loteamentosCapítulo 2
- Kelly DurazzoCoordenadora · direito de loteamentos, parcerias e jurisprudênciaCapítulos 10, 16, 23, 19, 5
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